sábado, 15 de junho de 2013

OS BENEFÍCIOS DA RESPIRAÇÃO LENTA

Respirar de forma lenta e controlada pode reduzir significantemente a sensação de dor, aponta uma pesquisa feita por cientistas do Instituto Barrow de Neurologia do Hospital e Centro Médico Saint Joseph, de Phoenix, no Arizona (EUA).



No estudo, pessoas que sofrem de dor crónica, especialmente fibromialgia, também afirmaram sentir menos dor ao respirar dessa forma – excepto em momentos de tristeza e depressão. A pesquisa foi feita em colaboração com o Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Arizona e publicada na publicação científica PAIN.
As conclusões oferecem uma explicação para os já relatados efeitos benéficos da meditação Zen na redução da dor e da respiração dos iogues – os praticantes de ioga – na redução da sensação de tristeza comum da depressão. Os resultados ajudam a compreender também o papel da atitude positiva ou negativa de cada indivíduo em sua própria sensação de dor.

O estudo envolveu dois grupos de mulheres com idade entre 45 a 65. Um era composto de mulheres previamente diagnosticadas com fibromialgia, e outro grupo de mulheres saudáveis. Durante a pesquisa todas foram submetidas a pulsos de calor moderadamente dolorosos nas palmas das mãos, administrados quando estavam respirando com ritmo normal e quando reduziram pela metade o ritmo de respirações. Depois de cada pulso de calor, as participantes relataram o que sentiram de três maneiras: o quão forte foi a dor (intensidade), seu grau de desconforto e como se encontrava o humor naquele momento.

Depois de analisar as taxas de intensidade da dor e de desconforto, os pesquisadores observaram que as voluntárias saudáveis reportaram diminuição da dor nos períodos em que respiraram vagarosamente. Já as portadoras de fibromialgia reportaram sentir o mesmo apenas quando estavam se sentindo bem – as que se sentiam deprimidas ou tristes não reportaram redução da dor com a respiração lenta e ritmada.

Os resultados mostraram que as pacientes com fibromialgia como um todo não apresentaram diminuição da dor ao respirar devagar, mas as que não reportaram estar sentindo tristeza ou depressão relataram benefício com o experimento.

Sabe-se que a fibromialgia está relacionada à depressão. O estudo mostra que as pessoas com a doença, mas que ainda têm reservas de energia positiva em suas ‘baterias mentais’ podem reduzir a dor que sentem respirando lentamente.


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